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![]() 20/05/2025 21h55
Hierarquia
Hoje passei o dia pensando sobre as diversas camadas da pirâmide social que experimentamos durante a vida. Temos inúmeros degraus nas edificações terrenas. A hierarquização das funções acontece no trabalho, em casa, na escola, nos templos religiosos, nas atividades de lazer. Vivemos de maneira vertical. A necessidade de controle é constante, como se fosse possível separar seres humanos de primeira ou segunda classe. Estruturando a vida em merecedores de privilégios e servos. A hierarquia se justifica em razão do conhecimento, do poder econômico, da posição social... Interessante observar, que a legitimidade dessas relações está bem distante de representar a essência de quem somos. Na realidade, a hierarquia cria um abismo de indiferença, onde quem está no topo da engrenagem tem a ilusão da legitimidade, sem compreender que não há liderança, apenas opressão e medo. Inconformada com essa distribuição desigual, ouso sonhar com a horizontalidade, onde a regra repousa na comunhão, no compartilhar de competências e funções, reconhecendo igualmente a importância de todas as atividades e papéis. Acredito, que se ainda precisamos nos destacar e nos sentirmos importantes, mesmo sem merecer o lugar no topo da pirâmide, é porque ainda estamos muito distantes de fazer parte de uma sociedade realmente civilizada. Espero que um dia consigamos incorporar ao nosso imaginário coletivo a essência filosófica do "Umuntu" (palavra de origem africana, cujo conceito enfatiza a importância da comunidade, da cooperação e da empatia. "EU SOU PORQUE NÓS SOMOS").
Quando esse momento chegar, certamente estaremos realmente livres e horizontalmente em paz. Valnia Véras Publicado por Valnia Véras em 20/05/2025 às 21h55
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