Valnia Véras

Moro nas gavetas da minha alma

Meu Diário
17/01/2026 17h52
O absoluto transitório

 

O “Quem ama o feio bonito lhe parece” aliado a cultura do “eu acho” constroem teses intransponíveis.

 

A persistência do ponto de vista centraliza o individualismo do caminho, sedimentando as pontes ideológicas da neutralidade utópica.

 

Ter razão é carimbar a ilusão da verdade absoluta na transitoriedade do tempo.

 

No alto do "saber" ou da ignorância da certeza do tudo, a vida espelha a diversidade das letras e do conhecimento mundano.

 

Diante das letras mortas, a comunicação se distancia das gentes.

 

Por outro lado, o achismo ergue torres de superficialidade que retrata o grotesco desdém pelo raciocínio humano.

 

Como saber de tudo? 

 

A complexidade do existir desafia as crianças, que engatinham na vida, ainda ousando os primeiros passos.

 

A partir da minha janela, vejo e sinto pessoas, situações compartilhadas de vivências, seja através do conhecimento ou da energia emanada.

 

Elaboro teses, costuro argumentos, busco informações multifacetadas, recortadas no álbum da vida e a partir delas tomo decisões ou me abstenho de enfrentá-las.

 

Na rapidez do momento, pisco os olhos e o cenário muda, repentinamente, intensamente, refletindo experiências infinitas.

 

No hoje, encontro as respostas do ontem, as verdades relativas embrenhadas em lágrimas e sorrisos.

 

Amanhã... dependerá do olhar, da história, quiçá da vaidade dos “doutores do tudo” ou da insensatez do “eu acho”...

 

 

 


Publicado por Valnia Véras em 17/01/2026 às 17h52



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