Valnia Véras

Moro nas gavetas da minha alma

Meu Diário
15/06/2026 09h58
Carpe Diem

Hoje acordei pensando sobre a forma de ver e sentir a vida, o quanto os sentimentos impactam na nossa saúde física e mental.

 

Sempre que reflito sobre esse assunto, lembro de um desenho animado que assistia na infância, onde existiam dois personagens opostos, um leão otimista e uma Hiena pessimista.

 

A hiena tinha um jargão "Oh, céus! Oh, vida! Oh, azar! Não vai dar certo, eu sei que não vai dar certo!".

 

O leão Lippy tentava animar a Hiena Hardy, traçava mil planos, trazia várias possibilidades fantasiosas, mas não conseguia animar o amigo.

 

São personagens tão marcantes e complexos que até o momento busco compreender as suas tentativas, erros e acertos.


Acredito que em alguns momentos somos como o Lippy, em outros somos Hardy. Lippy é o lado engraçado, a vontade de transformar o mundo em um espaço melhor, de animar um (a) amigo(a), de colorir o mundo de alguém.

 

Às vezes, o Lippy também está triste, deseja ser abraçado e consolado, mas como precisa aparentar felicidade para ajudar o amigo, recorre aos planos mirabolantes para poder seguir em frente.


Por sua vez, Hardy necessita lidar com seus sentimentos sombrios, com suas dores, com um cenário de desesperança. Estimulado pelo amigo Lippy, ele tenta embarcar nas loucas aventuras, entretanto, não consegue sair do estado melancólico que lhe é peculiar.

 

Esses personagens nos convidam a olhar para a complexidade da vida, sem impor comportamentos.

 

Se eu pudesse desejar algo para eles, habitando dentro de mim, seria:


Lippy, não se sobrecarregue, tenha seus planos delirantemente incríveis, viva do seu jeito, não se preocupe se não conseguir tornar Hardy uma Hiena tão feliz como desejaria, apenas esteja ao seu lado e lhe mostre o quanto ela é importante. Não esqueça de você, não se obrigue a rir sempre.

 

Para o Hardy, eu desejo que não foque apenas nos problemas e nas coisas negativas, que tente observar a beleza dos planos fantásticos, do impossível. Que se permita ser triste e alegre também, que lembre cotidianamente que existem inúmeros caminhos para seguir.

 

 


Publicado por Valnia Véras em 15/06/2026 às 09h58



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