Valnia Véras

Moro nas gavetas da minha alma

Meu Diário
01/07/2026 08h43
Os “de Perto”

Os “de Perto”


Interessante como os acontecimentos repaginam pensamentos.

Fatos ou comportamentos são grande impulsionadores de mudanças, seja de pontos de vista ou apenas de pertencimento.

O ilustre e talentosíssimo Caetano Veloso já dizia, de perto ninguém é normal.

As incógnitas e contradições humanas se evidenciam “tête-a-tête”.

Entretanto, algumas pessoas se encontram alheias a essa realidade e buscam a mesmice, numa tentativa tosca de padronizar o que naturalmente é diferente.

As habilidades e conhecimentos diversos se resumem às formalidades das academias, com cópias do passado embasadas por nomes distantes.

Outro fenômeno importante acerca do “perto” é o apagamento das potencialidades.

Observa-se que os pensadores são apequenados pelo convívio doméstico e o conhecimento levado consigo perde a propriedade no trato com o cotidiano corriqueiro dos relacionamentos.

Engraçado pensar nos colegas de escola ou trabalho de Galileu Galilei, Albert Einstein, Nise da Silveira ou de Cora Coralina. E quanto às relações familiares de Sigmund Freud, Frida Kahlo, Michel Foucau
lt ou Van Gogh?

Quando o “de fora” ou “distante ” estampa as qualidades ou genialidades, os “de perto” descobrem o óbvio.

Os acontecimentos antes relativos, assumem novas engrenagens e contornos, mudando caminhos e direções.

A mesquinhez do comum, do raso, tenta ofuscar o brilho natural dos vagalumes enfeitando a noite escura.

Mas o tempo não para e quando “os de perto” menos esperam, as janelas do trem já se distanciaram…


Publicado por Valnia Véras em 01/07/2026 às 08h43



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