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![]() 29/10/2026 08h06
As palavras nascem das atitudes
Passamos uma vida inteira para entender que palavras machucam bastante, que o vento não é capaz de apagá-las da memória, visto que não são pegadas na areia, mas carimbos na alma enferma.
Quando, enfim, conseguimos entender a força das palavras, quase sempre já na despedida, sopramos algumas desculpas e arrependimentos tardios.
Interessante observar que as palavras nascem das atitudes diárias, aqueles gestos quase imperceptíveis de desdém e egoísmo. O não fazer ou não se importar também encorpam as palavras que ferem.
“A pressa é inimiga da perfeição”, principalmente quando pensamos em pessoas. Não porque as pessoas precisem ser perfeitas, mas porque o amor é perfeito e, dentro desse sentimento gigante, as pessoas preenchem nossas vidas.
Pergunto a vocês: o que seria dos nossos dias sem as pessoas que amamos? Então, por que não lhes damos a atenção que merecem? Por que temos tanta pressa?
Pessoas adoecem sem afeto, em busca da compra da felicidade. Pessoas precisam dar conta de tudo, como super-heróis ou super-heroínas. Pessoas precisam ser produtivas, jamais afetuosas.
Quem lembra do que o outro comeu? A cor da roupa? Quem imaginou que este poderia ser o último dia? Alguém tem a sensação de que poderia ter dito algo a mais? Uma palavrinha, pelo menos?
As palavras nascem das atitudes. Se algo ainda precisa ser dito, é porque a ação ainda não está amorosa, a escuta afetiva ainda envereda por caminhos distantes.
Publicado por Valnia Véras em 29/10/2026 às 08h06
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