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Respiro o amanhã
Aspiro um ar pesado
que paira assustador sobre uma sociedade hierarquizada e engessada pela vaidade. Sofro com a falta de ar fluído e puro, que preso no peito, chora a angústia da desigualdade e da fome. Mas a asma, ousada e rebelde, ensina-me insistentemente, sem pressa, a construir novos ares. E no processo de inspirar e expirar criar e sentir o mundo, respiro o amanhã.
Valnia Véras
Enviado por Valnia Véras em 30/05/2025
Alterado em 08/06/2025 Comentários
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