Valnia Véras

Moro nas gavetas da minha alma

Textos

Degredo
De porta em porta,
com pires na mão,
soma-se miséria,
sobra opinião.

Cabeça baixa,
voz sumida,
a sombra da existência
rascunha a vida.

Diante do retrovisor do carro,
olhares se distanciam
solitários
de mãos vazias.

No oco,
a fome
e o medo
estendem
as mãos.
Degredo.
Valnia Véras
Enviado por Valnia Véras em 17/09/2025
Alterado em 17/09/2025


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