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Degredo
De porta em porta,
com pires na mão, soma-se miséria, sobra opinião. Cabeça baixa, voz sumida, a sombra da existência rascunha a vida. Diante do retrovisor do carro, olhares se distanciam solitários de mãos vazias. No oco, a fome e o medo estendem as mãos. Degredo.
Valnia Véras
Enviado por Valnia Véras em 17/09/2025
Alterado em 17/09/2025 Comentários
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