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O espelho
Em meio ao barulho do mundo,
moro no espelho do silêncio. Às vezes, ele reflete sombrio as desventuras do viver. Nas auroras, alimenta os girassóis que enfeitam os caminhos tortos. Quando tudo é ruído, meu espelho sinfonia sintoniza com o tempo, transluz-se em calmaria. Quando tudo é medo, insegurança... meu espelho é manjedoura, colo de alegria. Nos instantes de desânimo, sem voz, sem vulto ou abraço, meu espelho é esperançar. Convite. Chamado a levantar. No caos, no meio do barulho incessante do mundo, meu espelho é imersão não verbal, sem gestos, sem visões, apenas sentidos.
Valnia Véras
Enviado por Valnia Véras em 25/09/2025
Alterado em 25/09/2025 Comentários
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