Valnia Véras

Moro nas gavetas da minha alma

Textos

Paraibanamente Nordestina
Minha Terra é enfeitada por bandeirinhas coloridas, zabumba, sanfona e triângulo.
Minha Terra é fogaréu de amor e simpatia.
Tem sotaque macio e andar arrastado,
ritmado no xote e no xaxado.

Meu povo é valente
e luta por uma memória
constantemente vilipendiada
por quem só entende das coisas que o dinheiro compra.

O rodopiar das quadrilhas no salão,
o molejo do forró,
no chiado da chinela,
refletem a beleza ímpar
do inigualável
inalienável
valor da cultura.

As festas juninas
acolhem,
festejam
a colheita
de uma história
contada pelo pandeiro, pela sanfoninha choradeira…

Se nos parques não há espaço para o cantador,
que o paraibanamente nordestino
ocupe o poeirão, os sítios, as ruas...

E dance
e cante
numa toada só
o memorável Jackson do Pandeiro:
"Eu só boto bebop no meu samba quando Tio Sam tocar um tamborim
Quando ele pegar no pandeiro e no zabumba …"


Valnia Véras
Enviado por Valnia Véras em 08/06/2026
Alterado em 11/08/2026


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