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Quando se anda pela rua deserta
Quando se anda pela rua deserta,
as folhas secas sopradas pelo vento ganham um significado especial, suas cores são mais vívidas, seus contornos mais evidentes. As casas têm vidas e histórias, cheiros de café, roupas no varal, enredo de novela das nove. No vácuo das calçadas, no silêncio do tempo, os muros manchados empurram verdades que ninguém mais acredita. Diante da janela, a chaleira apita sorridente para a fumaça da lembrança... Relembra as corridas da meninada, as conversas nas portas de entrada, embaladas por cadeiras de balanços e muitas conversas fiadas. No recorte de uma rua vazia cabe um mundo.
Valnia Véras
Enviado por Valnia Véras em 10/06/2026
Alterado em 11/06/2026 Comentários
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