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Adornos do tempo
Por trás da retina cansada,
o invisível torneia a imaginação. Das entranhas da terra, a argila molhada confunde-se com o barro, mas é só miragem… A paisagem agreste revela pequeninas casas, onde barro e gravetos se unem e tornam visíveis as indiferenças do cotidiano. Nas calçadas, dentro ou fora de tendas improvisadas, mãos habilidosas modelam pão e vida. E, de frente para o relento, na perfeição da inutilidade, no adorno do tempo, Pessoas seguem inviabilizadas pelos irmãos.
Valnia Véras
Enviado por Valnia Véras em 14/08/2026
Alterado em 14/08/2026 Comentários
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