Valnia Véras

Moro nas gavetas da minha alma

Textos

Persistir

Quando o abraço falta,
a lágrima escorre solitária,
sem entender os porquês.

Quando a boca cala,
a angústia se espalha
e forma um nó
na garganta fadigada.

Quando a injustiça chega,
o picadeiro entristece,
a plateia  chora desolada
a morte do trapezista…

Diante da aparente finitude,
a vida segue…

Novas oportunidades,
com outras histórias,
na corda bamba,
do revolucionário
ato de persistir
e renascer sempre.
Valnia Véras
Enviado por Valnia Véras em 15/08/2026


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