Valnia Véras

Moro nas gavetas da minha alma

Textos

Sem mamulengos entoam-se as vozes do amanhã
A vista que não enxerga o interior da identidade,
apequena-se no estreito horizonte vazio
e mesmo diante da ensolarada e inebriante liberdade,
esconde-se na escura caverna do apedeutismo vil.

Num costurar de intrigas e estórias fantasmagóricas,
os mamulengos separam, dividem, classificam,
numa triagem de vidas que tentam reificar.

Entre o longe e o perto,
o profundo e o rasteiro,
em contraponto ao teatro de bonecos,
voam as ideias,
entoadas pelas vozes do amanhã.
Valnia Véras
Enviado por Valnia Véras em 21/10/2026
Alterado em 21/10/2026


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