Valnia Véras

Moro nas gavetas da minha alma

Meu Diário
25/04/2025 09h25
O peso da Insatisfação

 

Certamente todas as pessoas já sentiram em algum momento o peso da insatisfação, aquela sensação de que existe uma imensa porta de ferro obstruindo a passagem. Um sentimento que assola a alma, em razão dos repetidos “não” que ouvimos ao longo da vida.

 

O “não” nos desestimula a seguir em frente. O “sim”, constante e imposto, nos traz desânimo.

Como lidar com o peso da insatisfação? Como lidar com as aparências e máscaras que nos perseguem nos instantes que buscamos verdades?

 

Como seguir em frente diante das barreiras na calçada?

 

Como ter voz, se a invisibilidade abafa as lutas diárias?

 

O peso da insatisfação pode ser medido a partir da rebeldia, do inconformismo, da certeza da transformação.

Se em alguns momentos a insatisfação nos paralisa, logo em seguida ela nos impulsiona. É o gérmen da desconstrução, a janela aberta para um mundo novo.

 

Estamos evoluindo e o mundo experimenta diuturnamente a transição das coisas, das estações, das luas.

O peso da insatisfação é uma interrogação, talvez uma vírgula, inúmeras reticências.

 

Com esse peso eu convivo temporariamente, com a insatisfação eu levanto, rastejo e planto resistência.

 

Como diz Caetano veloso “ Acredito ser o mais valente nessa luta do rochedo com o mar..”

 


Publicado por Valnia Véras em 25/04/2025 às 09h25
 
21/04/2025 19h09
O desencarne de Francisco

 

 

Quando uma luz se apaga, quando o quarto fecha, quando a flor se curva diante da escuridão da noite, a alma chora em silêncio. Hoje o Papa dos pobres faz sua passagem e com ele seguem muitos sonhos.

 

Francisco é a imagem da coragem, a força que busca a verdade e a justiça. Com sorriso puro e espontâneo abriu uma janela iluminada e feliz, recortando esse mundo trevoso e egoísta que vivemos tantas vezes.

 

Um líder religioso verdadeiramente cristão. Acolhia, respeitava, lutava por um mundo diverso e seguro. Consolava os sem casa, sem Pátria, sem rumo, sem paz, sem apoio... Estender os braços aos excluídos do mundo era sua missão de amor.

 

Hoje é dia de saudade, de despedida, de dor...

 

Amanhã se renovará a esperança, a força motriz do acreditar e do lutar por justiça social, porque Francisco nos ensinou que desistir não é uma opção.

 

Ser Cristão é se indignar diante da fome, é clamar por paz, é distribuir afeto, é chorar ao lado dos que sofrem e ainda assim lhes mostrar um caminho novo. É dialogar com o improvável e acreditar que a transformação pela bondade é possível. 

 

Querido Jorge, gratidão por tudo! Sei que do plano espiritual, você seguirá, ao lado do Mestre de Nazaré, trabalhando e nos inspirando na construção de um mundo regenerado de amor e lealdade.

 

 

 


Publicado por Valnia Véras em 21/04/2025 às 19h09
 
09/04/2025 17h43
A força da verdade

 

Verdade é uma palavra genuína, de difícil acesso e vivência.

Num mundo de aparências e interesses individualistas, reina soberana a senhora hipocrisia, ornamentada por belas máscaras, esculpida e talhada na vaidade.

Na multidão entediante, as máscaras caminham confiantes, despreocupadas, triunfantes entre malabarismos de ideias vazias e sorrisos de desdém.

O cinzento da massa reflete a pobreza de ideais, aquieta-se diante do egoísmo e da necessidade de adular para receber algo de volta, numa simbiose de troca de favores.

Na escuridão da insensibilidade, na corrupção dos pensamentos altruístas, constata-se a tristeza de uma existência vazia, pautada em objetos, em horas de vida vendidas levianamente.

Do alto dos discursos ocos, sem essência, o bobo da corte baila e corre desenfreadamente em direção ao ego inflado, numa tentativa desesperada de alcançar o pote de ouro no final do arco-íris.

A Verdade, tão solitária, coitadinha...

Embora pareça perdida e sem força, o inimaginável sempre acontece. De braços dados com o Tempo, paciente e perseverante, no teatro da vida, durante a encenação do reinado de aparências, a Verdade observa, já no último minuto do ano velho, no fechar das cortinas, o cair das máscaras.

Pasmem! O rei está nu.

 


Publicado por Valnia Véras em 09/04/2025 às 17h43
 
31/03/2025 15h53
A gratidão no cultivo dos sentimentos

 

A vida é uma caixinha de surpresas, em cada esquina encontramos um sentimento diferente, às vezes desabrocha a flor da gratidão, outras tantas são os espinhos da decepção que nos visitam.

 

Numa montanha-russa de sentimentos, vivemos espalhando e colhendo emoções, sorrindo e chorando, cantando e silenciando. E nesse vaivém, as lições vão se moldando e desenhando o retrato das nossas vidas.

 

Na risada escancarada, aquela que mostra até a garganta de tanta alegria, cristaliza-se um momento de descontração, eterniza-se a lembrança de uma partilha leve, divertida…

 

Em instantes de dor, são as mãos estendidas que nos tiram da solidão, do buraco existencial provocado pela perda de um ente querido ou da tristeza inexplicável.

 

A cumplicidade de um olhar, o abraço amoroso, o toque dos dedos desenhados num imenso coração.

 

Abraços, beijos, apertos de mão…

 

Silêncios, avisos, apoio na contramão.

 

O que seria de nós sem a outra pessoa?

 

Quem seríamos sem ouvidos para ouvir os lamentos mundanos?

 

Como levantaríamos todos os dias sem os anjos terrenos, que nos levam nos braços e nos fazem voar?

 

Hoje, quero agradeço as pessoas que me inspiram a seguir em frente, que chegam colorindo o mundo de amor, de carinho, de amizade.

 

Os meus dias, mesmo com horas sombrias, são intensamente significativos.

 

Quando levanto desanimada, lembro de palavras, gestos, ações e inúmeros exemplos de bondade, justiça e verdade.

 

Graças a vocês, pessoas amorosas, que constroem diariamente, no olho do furacão, um mundo mais empático, mais humano e mais diverso.

 

Gratidão por existirem e me fazerem acreditar que todas, todos e todes estão tentando, rabiscando, insistindo em criar e recriar um mundo harmônico e justo.


Publicado por Valnia Véras em 31/03/2025 às 15h53
 
25/03/2025 11h00
ALMA PENADA

 


As “histórias de assombração” são comuns e corriqueiras, as pessoas costumam ouvir ou noticiar vivências com aparição de fantasmas, espíritos obsessores ou parentes que já “morreram”. Esse assunto surge em razão da curiosidade, do medo ou até mesmo da descrença.
Interessante, que não existem “mortos”, apenas espíritos que não tem corpo. 
Interessante também, que nem todos estão sendo penalizados, alguns estão entre nós para auxiliar, aconselhar ou por afinidade energética.
Sabe aquela energia densa que nos faz querer sair de um lugar ?
E aquela sensação boa, que nos acalma? 
Ou aquele cheiro de podre num espaço aparentemente limpo?
Ou ainda, aquele perfume de flor repentino e sem justificativa?
São recados, presenças, visitas, vibrações que estabelecemos com o mundo espiritual.
Podemos até enganar os encarnados, mas a relação com os “vivos do além” independe de palavras, é construída no pensamento, na energia que emanamos.
E aí que tipo de amizade você está atraindo?


Publicado por Valnia Véras em 25/03/2025 às 11h00



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